Uma tarefa, um objetivo e uma pergunta
Esses dias precisei criar um documento chamado “Descrição de Cargo” para uma empresa onde presto assessoria. Esse tipo de documento é bastante usado por profissionais de RH para entrevistas e tal; e também usado por alienÃgenas de marketing como eu para reformulações ou ajustes no organograma de uma empresa, pois com ele, você defique o que, como, quando e porque o sujeito terá de desempenhar a função ou cargo especÃfico.
Algumas autoridades da área sugerem que você não mostre apenas quais tarefas deverão ser desempenhadas pelo profissional mas que, especificamente, o documento mostre o objetivo do cargo. Ou seja, que a visão oferecida ao funcionário sobre seu próprio cargo seja mais ampla.
Foi aà que me lembrei da tarefa que Jesus nos deixou:
Amarás o Senhor teu teu Deus de todo teu coração, de toda tua alma, de todo teu entendimento, e com toda a tua força. O segundo é este: amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não existe outro mandamento maior do que este. (Mc 12, 30-31)
Pensei comigo, não tem como ter dúvida ou se equivocar. A tarefa foi clara. Aliás ela é repretida exaustivamente em todas as reuniões cristãs em todo mundo cristão. É algo que está claro para nós como o dia. Mas, qual o objetivo desta tarefa? O que Jesus queria quando nos ordenou isso? O mandamento todos conhecemos, repetimos e nos esforçamos – ou pelo menos tentamos – colocar em prática. Mas e a real intenção de Jesus? O que ele realmente queria com isso?
Acho que eu tenho uma pista! Veja o que você acha:
Não rogo somente por eles, mas pelos que por meio de sua palavra, crerão em mim; a fim de que todos sejam um.
Como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, que eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. Eu lhes dei a glória que me deste para que sejam um, como nós somos um: Eu neles e tu em mim, para que sejam perfeitos na unidade e para que o mundo reconheça que me enviaste e os amaste como amaste a mim. (Jo 17, 20-23)
Que todos nós fossemos um. Será este o objetivo? Seria essa a consequência, o resultado da prática do mandamento que ele nos deu? Experimentar um amor único e fraterno, experimentar a união da raça humana em nÃveis jamais sonhados pelo comunismo, socialismo ou anarquismo? Amor que provocasse tal união a ponto de calar todo anseio de nossa alma, e nos completar mutuamente, como um único organismo vivente?
O negócio parece ser mesmo importante pois esta é uma oração que Jesus faz nos últimos momentos antes da sua Paixão. Tanta coisa pra acontecer e Ele roga “a fim de que todos sejam um”.
E mais, essa unidade mÃstica e profunda, deveria então ser um sinal tão forte no cristianismo a ponto de se tornar nosso principal argumento missionário – “para que sejam perfeitos na unidade e para que o mundo reconheça que me enviaste e os amaste” (Ele ainda repete “para que o mundo reconheça” duas vezes).
A “unidade” daria “credibilidade” a mensagem do cristianismo, ou seja, “tornaria crÃvel” que Jesus realmente vem da parte de Deus e é um com Ele.
- “Esses cristãos são muitos unidos, se amam verdadeiramente, é impossÃvel que não haja algo de bom… eles devem mesmo estar do lado de Deus. – ou ainda – Eles realmente conhecem a Deus, porque são unidos como Ele é!”
Agora um pouco de “pimenta paradoxal” nesta conversa! Segundo o “Center for the Study of Global Christianity” em sua última publicação (2001) do Atlas of Global Christianity, existem hoje no mundo 33.830 denominações cristãs. Vou repetir por extenso para ser bombástico: trinta e três mil oitocentos e trinta diferentes placas de igrejas que acreditam em Jesus e se esforçam para cumprir o seu mandamento.
Resumo da ópera:
TAREFA:
Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a mim mesmo. Tá ok, confere!
OBJETIVO:
Que todos sejam UM como Jesus e o Pai são um. E que nossa unidade seja um forte argumento sobre o testemunho de Jesus e sua natureza. Humm!
UMA PERGUNTA:
O estamos fazendo com o cristianismo?
Juliano Pozati
Por Juliano Pozati








Vou citar Shakespeare (Romeu e Julieta) só pra aumentar nossa seleta filosófica:
“Se a rosa tivesse outro nome, ainda assim teria o mesmo perfume.”
A verdade é que se todos nós cumprirmos o mandamento, independente da denominação, seremos unidos em Deus.
Por que AMAR o próximo significa se doar.
Por que AMAR o próximo significa aceitar as diferenças.
Por que AMAR o próximo significa estar presente mesmo sem ser desejado ali.
Por que AMAR o próximo significa não questionar se ele acredita em dogmas.
Por que AMAR o próximo significa acreditar até o último instante que aquele cara do seu lado é a peça fundamental pra construção do reino de Deus e que você precisar ajudar.
Enfim… se cada um entender o recado, as placas vão ficar só na parede.
Quanto lis eu comentário, não consigo parar de pensar na letra “Imagine”…
Eu realmente acho que a gente dá mais valor pra placa do que deveria… dane-se denominação. O cara cumpre a tarefa? Então ok, estamos juntos.
Lembra da parte do “quem não é contra nós é por nós” (Mc 9.40; Lc 9.50)???
Eu acho essa placaiada um mal. Mas mesmo sim, o EspÃrito Santo consegue tirar proveito disso… agindo na “multiformidade” do cristianismo…
Alias, tenho um amigo muito estimado cujo processo de conversão começou na Universal.. acredite se quiser… com o tempo e maturidade ele buscou opções mias sólidas de cristianismo.. mas foi lá que tudo começou…
Não acho que a placa seja um mal. Afinal somos humanos e não tem como no separarmos da questão burocratica de organização. O problema esta na rivalidade, na disputa. Quantos ataques a doutrinas que são muito mais frequentes do que todo o resto que poderia falar de união. O problema não esta em você se identificar com uma denominação, acho isso saudável e é lá que você vai fazer sua experiencia de comunidade. Mas o prblema está em tornar a sua comunidade um clã que sai brigando como possuidor da verdade absoluta. É muito trsite isso porque impossibilita o dialógo. Jesus foi o primeiro a aceitar o que é diferente e atualmente tudo o que é diferente é visto como ameaça.
Faz todo sentido… alias… de repente essa variedade foi até prevista.. na compraração com o corpo de Cristo.. muitos membros e orgãos mais um unico corpo…
Mas realmente oq ue depõe contra nós é a rivalidade… são as placas, que ganham mais importância que o próprio Jesus.
Eu acredito que não é um fato de rivalidade, mas sim um sentimento negativo de orgulho um quer ser mais que o outro, um quer ser mais entendido do que o outro, as pessoas estão sedenta de amor de solidariedade, sofrem porque não tiveram oprotunidades na vida fÃsica e espiritual.
Porque não ter quem te apresente e fale de Deus no começo da sua vida é não ter a oportunidade espiritual, é como se não te indicasse um caminho seguro, voce vai “aos trancos e barrancos ” como se diz no popular.
A igreja deve ser um local de encontro de Adoradores de Deus.
A divisão é o fruto da desobediência e indisciplina, o que não é necessariamente algo ruim.
Foi a divisão que salvou a igreja católica na reforma protestante.
No final do dia somos todos irmãos, uns mais obedientes e outros menos.
Pos isso ela é minha mães entendeu? rsrsrs
A divisão pode sim ser positiva porque ela traz algo novo de Deus …
mas o problema é que todos se sentem ameaçados com o outro .. não existe uma comunhão. Vale a lei de mercado … ninguém quer perder fieis .. aà vira essa briga por quem detém a verdade.
Participe escrevendo o que pensa sobre o tema!
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