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A graça de si mesmo!

Escrito por Juliano Pozati 29 maio 2009 10 pessoas comentaram

kids

Ontem fui as compras! Minha esposa completou 26 anos e mesmo com todo aperto financeiro – característica marcante desta fase para quase todo mundo – “passei a mão” em umas economias e fui comprar um presentinho.

Obviamente fiquei:
a) de “Assustado” com o preço de tudo;
b) de “Boquiaberto” com a possibilidade de não conseguir comprar nada com a verba disponível;
e finalmente c) de “Caramba” achei o presente ideal! Que sorte!

Ficou provado mais uma vez que nem sempre a equação HOMEM + SHOPPING termina em desastre. (risos)

Mas em meio a tudo isso, numa grande loja de roupas (dessas com um mar de cabideiros), comecei a ouvir, entre uma estante e outra, uma risada muito gostosa. Ela dava pequenos intervalos de 3 ou 4 segundos e acontecia de novo. Pense você numa risada gostosa! Risada é pouco, era uma gargalhada de criança. Daquelas de perder o fôlego. Aí vinha um intervalo de 3 ou 4 segundos em silêncio,  e começava tudo outra vez.

Aquilo foi me atraindo, até que entre um corredor e outro, achei a proprietária(zinha) daquele riso: Era uma menininha de uns 3 ou 4 anos de idade, em frente a uma enorme prateleira de bolsas e um espelho. As bolsas eram tamaho adulto. A menininha, que devia medir uns 80 centímetros, ia colocando as bolsas, uma por uma, em seus ombros e percebia que a maioria delas eram maiores que ela mesma. E era aí que ela ria.

Ia trocando de bolsa, mas as alças eram tão compridas que ao colocá-las em seus obros, a parte de baixo mal saia do chão. Eram pesadas e não lhe permitiam andar. Mas gente, tudo isso era motivo para ela gargalhar. A menininha se descobriu pequenininha ali, diante daquelas bolsas e viu nisso a maior graça da paróquia. Ela havia encontrado ali, no meio daqueles corredores, graça de si mesma.

Foi aí que lembrei: a felicidade não é um fim, já dizia o filósofo, mas sim um meio. Felicidade não é um destino, um alvo. É um jeito de percorrer o caminho, de chegar até lá. Ser feliz é uma opção. E todos podemos ser felizes hoje, já nos lembrava o maravilhoso samba do garí carioca, que em plena avenida, achava graça de si mesmo.

Enfim dificuldades todos passamos e passaremos. Sempre. “Life = Risc” (Vida = Risco) já mostrava o post anterior. O grande “pulo do gato” está justamente em “como” passaremos por elas. E aí temos duas opções: sofrer e lamentar, dando boas vindas a uma multidão de doenças psicossomáticas, ou achar a graça de si mesmos. Achar a graça das fases da nossa vida, nos altos e baixos, achar graça do normal, do cotidiano, do nosso próprio jeito de ser.

Mas Jesus, chamando-as para si, disse: Deixai vir a mim as criancinhas, e não as impeçais, porque delas é o reino de Deus. Lc 18:16

Fica aqui um abraço de quem tem uma parcela do financiamento do carro para quitar, mas ainda não parou de rir da menininha e suas bolsas!

Juliano Pozati

Por Juliano Pozati

10 pessoas comentaram »

  • Felipe Savietto disse:

    Jú, entrei hoje para postar algo que acabei de escrever. Aí me deparei com seu artigo de hoje. Eles tratam de assuntos muito semelhantes. Adorei o que vc escreveu … na verdade é isso mesmo, me fez muito sentido .. Precisamos dessa sabedoria de criança de deixar o simples cheio de graça. Colocar risos na nossa vida tão séria, que gira tanto em torno de pagar, reclamar, etc.
    Tenho aprendido isso com algumas pessoas … fazer de uma simples ida ao mercado, algo cheio de graça. Já até presenciei um tombo de carrinho no carrefour hehehe. Mas é um aprendizado diário, preciso me lembrar sempre disso. Escolher rir ao invés de reclamar. Não uma risada idiota e banalizadora, mas uma risada de quem quer viver a graça de Deus nos detalhes da vida.

  • Eliana Cristina disse:

    Muitas vezes ouço risos de criança e me lembro como era bom quando voce era criança o meu stress acabava quando chegava, porque voce simplesmente pegava uma escova e dizia vou fazer um penteado, os risos eram do tipo desta menina, perdia-se uns cabelos, mas era muito bom.

  • Juliano Pozati (author) disse:

    Será que era pra eu ser cabeleireiro? (risos)

  • Si Pozati disse:

    Ju,
    este artigo hj, nas verdadeiras palavras: “caiu como uma luva” / precisei de uma gargalhada de criança (como as que eu gosto de dar), para perceber que é isto mesmo; a vida é simplesmente aproveitá-la, deixando as tristezas para trás e ultrapassando obstáculos: vezes difíceis mas não impossíveis.

    bjo no seu coração

  • Ariovaldo Bona disse:

    Juliano, tudo bem , espero que sim , duro tudo munda tá, não é previlégio seu;

    O que voce escreveu é a pura verdade, tambem é o seu amadurecimento em relação a vida; isso que é importante, (gostei) , com dinheiro e sem dinheiro podemos ver graça aonde não existe, é so nós libertamos de co0nceitos pré estabelicidos pela sociedade hipocrita que nos cerca; a VIDA muito mas que conta no banco, tapinha nas costas e falsos amigos. a vida é medida pelos momentos que perdemos o folego de tanto rir, não pelo ar que respiramos e não percebemos.

    Continui assim. observamdo e aprendendo com os pequeninos, pois dele é o REINO DOS CEUS.

    ABRAÇÇÇÇÇÇÇÇOOOOOOSSSSS.

  • Ducas disse:

    Tá… Ma so que vc comprou para a sua mulher????

  • Bernadete disse:

    É incrílvel o dom de algumas pessoas em achar graça de todos os momentos, não importando se são bons ou não, mas sim tirando a lição do que aquele momento pode lhe ensinar.Procuro sempre aprender com estas pessoas, pois a elas pertence o dom de saber viver.Espero que sempre possa achar a graça da vida e acreditar que Deus está vivo dentro de todos, pois se não acreditarmos nisso, a vida vai perder sua graça!

    Um abraço,
    Bernadete

  • A graça de si mesmo! disse:

    [...] Pozati http://duasasas.com Comments [0]Digg it!FacebookEdit [...]

  • Rubens Mariano disse:

    Grande Juliano…

    Por vezes me deparei com situações semelhantes, para minha alegria e crescimento.
    Meu filho mais velho, por vezes pergunta qual a graça em pescar e deparar com as mesmas pessoas e muitas vezes nenhum peixe? Sempre respondo que o grande prazer está em ouvir, rir e aprender com as pessoas, nem sempre o palpavel (substantivo) importa.
    Resta parabenizá-lo por nos lembrar que a feLicidade verdadeira está nas coisas aparentemente mais simples…
    Continue nos dando o prazer de aPrender e relembrar, nas suas publicações.
    Grande abracs, PAZ E BEM!!!

  • Wendel Cavalcante disse:

    Caro Juliano,

    Muito legal sua reflexão!
    Belo texto!
    Aproveito a oportunidade para te convidar para conhecer meu blog: http://www.estradasou.blogspot.com
    Ah! Quero deixar aqui registrado meu agradecimento ao Iago, que me enviou o link desse texto.

    Abração e fica na PaZ de JAH!

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