Sobre o juÃzo e as coisas de criança
Gostaria de destacar três textos, de fontes bastante heterogêneas:
Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino.
1 CorÃntios 13:11
Quando somos criancas, somos um pouco de cada coisa. Artista, cientista, atleta, erudito. Às vezes parece que crescer é desistir destas coisas, uma a uma. Todos nos arrependemos por coisas das quais desistimos. Algo de que sentimos falta. De que desistimos por sermos muito preguiçosos, ou por não conseguirmos nos sobressair, ou por termos medo.”
Kevin Arnold, Anos IncrÃveis (no episódio “Coda”)
Quando era jovem, eu a mim dizia:
Quando era jovem, eu a mim dizia:
Como passam os dias, dia a dia,
E nada conseguido ou intentado!
Mais velho, digo, com igual enfado:
Como, dia após dia, os dias vão,
Sem nada feito e nada na intenção!
Assim, naturalmente, envelhecido,
Direi, e com igual voz e sentido:
Um dia virá o dia em que já não
Direi mais nada.
Quem nada foi nem é não dirá nada.
Fernando Pessoa, Poesias Inéditas

Qual a relação entre estes três textos? Todos se referem ao amadurecimento, ao modo como olhamos para trás e lidamos com nossas escolhas e suas consequências.
Fazemos estas escolhas a cada dia. Escolhemos como nos portar em nosso trabalho, em nossa casa ou mesmo com aquele estranho em quem esbarramos na rua.
O tempo nos lapida, nos ensina justamente através das consequências destes atos.
Quando olhamos pelo retrovisor e vemos um pedinte, já é tarde para voltar e dar uma esmola. Quando vemos um erro qualquer comprometer nosso trabalho, não podemos apenas voltar atrás e desfazer aquilo. Quando vemos uma pessoa embarcar em um avião, não podemos correr e fazer tudo mudar como em um filme Hollywoodiano.
Todos os dias lidamos com nossos atos e o modo como eles vão direcionar o resto de nossas vidas. Este é o livre arbÃtreo, tão discutido na igreja moderna.
Dos três, me chamou atenção o de Fernando Pessoa. Quando se é jovem, existe a frustração do “não poder fazer”, quando se é adulto, fica a sensação do “ato adiado” e depois disso, resta apenas a amargura do “não feito”.
Na fala do personagem Kevin Arnold, fica evidente a questão da desistência, do abandono de certos planos, sonhos, desejos. Essa auto-anulação faz parte da vida de todas as mães adolescentes, dos pais que tem 2 empregos, dos jovens que estão longe de casa e todas as pessoas que se vêem forçadas a focar seus esforços em algo concreto, ainda que menor do que seus sonhos.
Já a carta aos corÃntios nos coloca no ponto central deste texto: a auto-negação, o abandono das coisas menores, a escolha pelo fazer hoje as coisas de adulto e não mais as de criança, a sensação necessária do “feito”.
Este chamado é muitas vezes o marco da vida adulta, independente da idade. É a chamada responsabilidade, o “juÃzo” rogado por nossos avós.
Vivendo em um mundo que gira cada vez mais rápido, acelerado pelos desejos imediatos, pelo consumo e pelo vazio interior, onde a vida é bela e o paraÃso é um comprimido (citação incidental de Capital Inicial), este é um conceito um tanto quanto avesso.
Curioso que tanto a BÃblia, quanto Fernando Pessoa e uma série pop dos anos 80 tragam uma mensagem maior que isso e que tantas vezes passa desapercebida em nosso dia a dia.
Deste modo, fica o convite…
Que por um instante possamos pensar se agimos como adultos ou crianças, se abandonamos as coisas impróprias, se nos dedicamos ao que é maior em nossas vidas. Que nossos atos cotidianos sejam o marco desta fase adulta e que tenhamos o tal “juÃzo”, mesmo quando de tanto avesso já não sabemos qual é o lado certo.
Ângelo Amaral
Por Ângelo Amaral








Voltanto a cultura pop.
A algum tempo ouvi ou li em algum desenho/gibi que a maldade ou a bondade depende do ponto de vista.
É da natureza humana se sentir sempre “vazio” faltanto alguma coisa. (que pros otimistas quer dizer que estamos meio cheios e pros pessimistas estamos meio vazios)
Mas o fato do juizo não é só o bem e o mau, ou o certo e o errado. Mas sim como encaramos o certo ou o errado. O nosso livre arbitrio vai além de decisões, está tambem em nossa moral e em nossos corpos.
Tenho pensado muito em voltar para a igreja, em ser o que era antigamente e em reencontrar Deus. Mas porque isso? Porque minha namorada está insistindo? Porque eu estou sem mais nada o que fazer? Sinceramente não. Quero encontrar forças para continuar, e vejo que como de distanciei de Deus, tudo está ainda mais penoso e sem cor.
Mas ao mesmo tempo, estou sem nenhuma vontade de me mover, sedentario e sem nenhuma perspectiva. Clamo a Deus por ajuda, mas sei que ele não irá ajudar se eu não me mecher.
Nisso, venho desmentir duas das minhas maiores verdades:
1) Não me arrependo de nada.
Mentira. Me arrependo de centenas de coisas e a principal delas foi de parar de frequentar a igreja e consequentemente um GO.
2) Não tenho dó de ninguem.
Mentira da mais pura. Tenho dó de mim mesmo. E assim tenho dó de cada um que deixa de fazer alguma coisa por pura omissão.
Enfim, não me arrepende de quase nada e sinto dó apenas de quem não merece. Sou mesquinho nesses sentimentos nisso também me arrependo.
Sinceramente, para não ter o problema de falta de juizo, devemos sempre tentar melhorar, não só para nós mesmos, mas também para todo o mundo. Não devemos trabalhar só para nós mesmos, mas trabalhar “dobrado” para ajudar nosso irmão.
Pequenas coisas que nos fazem mais fortes e dignos da palavra de Deus.
Abraços,
[...] toda começou em A Mágica do Simples. Depois o assunto foi bem definido pelo Ângelo em seu artigo Sobre o juÃzo e as coisas de criança. Aprofundamos com a Vanessa em Renascer na fase adulta e novamente o Ângelo complementou o [...]
[...] um pouco do que o Ângelo escreveu em seu artigo “Sobre o juÃzo e as coisas de criança”, essa semana tenho pensando muito no filme “Efeito Borboleta”, sonhado em ter o poder [...]
[...] o fato é que você chegou e daqui pela frente o caminho é por sua conta. Me lembro do artigo Sobre o JuÃzo e as Coisas de Criança, onde tinha um “todos os dias lidamos com nossos atos e o modo como eles vão direcionar o [...]
Participe escrevendo o que pensa sobre o tema!
DuasAsas.com na Internet
Nuvem de Tags
admirável ajuda amor bÃblia brasil capitalismo china comunismo corrupção cotidiano criança crise cristianismo deus ed rené kivitz engraçado esperança fé felipe savietto filme gado graça hillsong Humor igreja jesus juliano pozati jundiai livro música marketing mundo cristao natal new novo razão são paulo senado Sofrimento teólogia Vaticano verdade vida world Ziza Fernandes
WP Cumulus Flash tag cloud by Roy Tanck and Luke Morton requires Flash Player 9 or better.
Google Translate
Categorias
DuasAsas.com
Calendário
Nosso Baú
Páginas
O que temos escrito
os mais comentados
Comentários