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Reinvente-se

Escrito por Juliano Pozati 18 abril 2009 Uma pessoa Comentou

Ao longo desta semana, tivemos uma amostra “interessante de que o vento sopra onde quer”. Sem qualquer planejmento, alguns artigos que escrevemos se complementaram, ficaram interligados de forma interessante.  A coisa toda começou em A Mágica do Simples. Depois o assunto foi bem definido pelo Ângelo em seu artigo Sobre o juízo e as coisas de criança. Aprofundamos com a Vanessa em Renascer na fase adulta e novamente o Ângelo complementou o pensamento em Toda Ilíada tem sua própria Odisséia.

Quase todos os artigos revelam uma experiência humana interessante: Nossas quedas e as mudanças interiores que elas provocam. O tempo vai passando e nos sentimos tão seguros de nós mesmos que nos achamos intocáveis. Vivemos pela ilusão da estabilidade, como se o que possuíssemos fosse inabalável. Mas, se em um instante experimentamos o ‘tudo’, no outro a vida nos deixa sem nada. Perdemos o chão.

Um amigo me dizia esta semana que a nossa vida é assim – formada por várias ondas. Uma hora você está por cima, na crista surfando em realizações e conquistas. Outra hora por baixo, no vale, desorientado. O interessante mesmo é que sempre que estamos “por baixo”, ficamos desarmados. E é aí, neste momento, sem defesa, que nos abrimos e percebemos que Deus está ao nosso lado, nos inspirando. É quando pensamos que estamos sozinhos, é quando pensamos que ninguém nos ouve. Quando achamos que nossos detalhes se perdem nos dias.

Sabe, nem sempre quando estamos alegres, temos oportunidade de comemorar com Deus. Mas sempre que choramos, Ele tem a oportunidade de recolher nossas lágrimas.

Isso porque o sofrimento e a queda nos sensibilizam. Nos humanizam. Nos desarmam de nossas próprias convicções e nos deixam abertos para o novo. Compreendi que quando tudo parece perdido, ganhamos a oportunidade de nos reinventar. “Eis a chance!” O sofrimento e a crise exigem de nós posturas pró-ativas. De mudança. Mudança para melhor! Sempre para melhor!

Quando penso nisto lembro do genial Walt Disney. No começo de sua carreira, quando ainda lutava por seus sonhos, ele foi morar numa garagem alugada. Era um cômodo muito simples pelo qual mal podia pagar, cheio de caixas, sujeira e acredite se quiser, ratos. O pai de Walt sempre o condenou quando criança, pois ele era do tipo “avoado” que conversava com os animais: vacas, coelhos, cachorros, etc. E mesmo depois de grandinho, nesta situação aparentemente degradante, Disney tinha uma convicção tão grande em si mesmo que fez “amizade” com os camundongos  do quarto, reunindo força, animo e inspiração para superar aquele momento. Acredite ou não, alguns anos depois, tendo superado aquelas dificuldades, Disney criou, dos ratos da garagem,  aquele que hoje é o camundongo mais famoso do mundo: Mickey Mouse, um rato que falava. Um verdadeiro absurso na época, mas ainda assim um conceito visionário e inovador que revolucionou a indústria de desenhos animados. 

Por isso querido leitor, quando tudo parecer perdido para você, quando você se sentir somente da companhia dos ratos dos seus sofrimentos, roendo toda sua esperança, cante com a Celina Borges: “Eis a Chance!” Eis a grande chance de me reinventar!

Juliano Pozati

Por Juliano Pozati

Uma pessoa Comentou »

  • Ângelo disse:

    Que continuemos então tendo nossos ratos diários e a capacidade de enxergar além deles.

    Essa é a verdadeira mágica do simples, aquela que não pode se perder na fase adulta.

    Acredito que esse artigo tenha fechado com chave de ouro uma seqüência inusitada e muito bem vinda de reflexões, destacada no próprio texto.

Participe escrevendo o que pensa sobre o tema!

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